domingo, 26 de dezembro de 2010

CRÔNICAS RODRIGUEANAS III

24 – XII - 2010 d. C. (nosso primeiro natal em outro país)
Santa Cruz de La Sierra

Uma cidade sem bares em forma de caracol.
No centro da cidade não encontramos nenhum barzinho, mas muitas casas de câmbio. Nas proximidades de uma das casas, encontramos dois amigos brasileiros que fizemos no trem, Iago e Jangol que resolveram seguir destino diferente ao nosso. Não encontramos mais nenhum turista em Santa Cruz.
No início da tarde procuramos como referencia a Plaza Del Estudante, com bares e restaurantes pela proximidade. Tudo era muito caro, encontramos cerveja long nack por 10 dólares até garrafas de 600 ml por 20 bolivianos. Até mesmo no super mercado  encontramos produtos caros e cervejas quentes. Em nossos debates chegamos a conclusão que não faz parte da cultura boliviana tomar uma cerveja em um barzinho. Encontramos perto de la Plaza um barzinho copo sujo, coisa de atravessar a rua da praça, tudo mudou drasticamente, as pessoas eram mais simples, a música, o ambiente dos estabelecimentos comerciais (a cerveja estava sendo vendida por 11 bolivianos). Também chegamos na conclusão que são mais machistas que os brasileiros. A Fernanda ao pedir uma cerveja em um dos bares recebeu como resposta: “Não vamos vender mais cerveja para vocês, pois alguns estão bebendo de pé na porta do bar”. Em seguida o André foi pedir a cerveja e foi muito bem atendido e retornou a nossa mesa com a cerveja.
Vou instigar os leitores um pouquito, no barzinho copo sujo o Roberto aprontou uma nova cagada (das grandes), quase apanhamos. Não vou realizar o relato do acontecido nesse momento, retornarei ao trem da morte e do amanhecer de um novo dia.
Lá pelas 3 horas da madrugada o trem da  morte realizou mais uma parada em uma pequena vila. Alguns se levantaram para conhecer o território, já outros continuaram a dormir. Crianças subiram no trem e gritavam: “Poio frito, poio frito”. O Ed não acordou e como em seu vagão a temperatura estava muito baixa por causa do ar condicionado, este estava todo coberto com roupas e com o saco de dormir, não dava nem para ver que era um ser humano por baixo de tanto pano. Uma das crianças que adentrou em seu vagão, logo foi apoiando uma bandeja de poio sobre sua cabeça. Até que o Ed acordou assustado e a menina mais ainda, um ser que surgiu do meio das roupas, rs.
Retornamos a cochilar e acordamos lá pelas 5 horas. Do lado direito do trem ainda víamos o torpor da lua cheia e ao lado esquerdo víamos os raios do sol começando a queimar o areal com uma vegetação que já transita do pantanal, com a vegetação de altitude, com vários caquitos.  Nosso coração se alegrou com os contrários.
Fomos até o vagão da cozinha para tomar um café para despertarmos.
Chegamos a estação de Santa Cruz por volta das 9 horas. Em meio a multidão pegamos nossa bagagem no vagão de carga.
Conseguimos um táxi por 20 pesos até um ótimo hotel de 3 estrelas (Hotel Libertador). Nossa diária ficou combinada para algo em torno de 35 reais. O hotel é ótimo, tem até elevador, rs, as camas são muito confortáveis, nos dividimos em 2 para cada quarto.
Alguns não se aguentaram e foram tomar um banho (de verdade) outros não se agüentaram de fome e foram comer um café da manha por 15 bolivianos (a vontade), comemos bem para não precisar almoçar. Enchemos o bucho ate dizer chega e jogamos papo para o ar ate dizer chega (foi ótimo).
Tomamos um banho magnífico depois de vários dias, as roupas já estavam grudando em nossos corpos.  
Saímos para cambiar, conseguimos trocar o real por 6,67 bolivianos (bom valor), só aduirimos bolivianos necessarios ate a nossa chegada no Peru, resolvemos não trocar nossos travel cheques, pois estavam cobrando muitos custos (encargos).
Caminhamos ate a praca central onde encontramos uma exposição muito bonita no centro cultural. Em seguida passamos pela feira de artesanato, com trabalhos muito interessantes, mas naoa adquirimos nada pois sabemos que quanto mais ao norte as mercadorias baixam seu preço. Passamos pela catdral e pela Igreja São Francisco. Descobrimos uma feira chamada Del Pozo, esta parece muito com a 25 de marco de Sampa, so que muito mais desorgaanizada, com barracas pelas ruas e calcadas, todo tipo de mercadoria estava sendo vendida, inclusive dinheiro falso em uma bacia. Adoramos, tiramos muitas fotos e fizemos muitas filmagens de tudo. Não encontramos lãs tendas Del intorpecentes e nem de armas, rs.
Caminhamos muito pela cidade e percebemos as diferenças entre as classes sociais de um bairro para outro.
O Ed fez a observação que aqui não ouvem musicas americanas como no Brasil, nos ônibus, trem, ruas, em todo lugar só ouvimos cumbia. Demostrando como ainda não se encontram tão alienados com a industria cultural. Não vemos muitas lojas, marcas e fast foods.
Conhecemos um cacino eletrônico, tinham dois guardas em sua porte, muito bem armados. As pessoas que estavam jogando, tomavam café e coca cola, tinham os olhos fundos e um movimento frenético de apertar os botões das maquinas. Muito triste...
Voltemos a chamada realizada no inicio desse, a da cagada do Robertito. Depois de cada um tomar umas 3 cervejas (Pacena) no barzinho que encontramos, começamos a dançar forro, e gritar: “Viva la Bolivia”. Todos do bar gritavam conosco e faziam brindes. Gritávamos : “fodam-se os Argentinos, bando de pelo tudo”. Ai mesmo que todos vibraram conosco.
Em meio a agitação, o Roberto arranjou um pedaço de papelão es escreveu: “Vendo Coca”.
Pra que?
Um senho de uns 197 Kg se levantou muito bravo e começou a gritar: “Aqui não temos Coca”.
Com furria gritava e veio em nossa direção.
Todos pensaram; “Deu merda”.
O  Roberto com toda humildade (para não dizer cagaco) (parecia ate uma arvore de natal de tanto que piscava) juntos as palmas das maos e comecou a falar: “Paz, paz, paz”, rs.
No meio da confusão, fazer o que? Pagamos a conta e procuramos outro barzinho.
Encontramos um fast food de Pólo, comemos cada, um quarto de frango, deu para dar um bom sustento. Retornamos ao hotel onde tomamos novo banho, o calor estava de arrebentar. Descancamos um pouco. Inicio uma chuva forte, mas memso assim Eu, o Ed, a Erica, O Roberto e o Marcelo, decidimos ir ate a Catedral para assistirmos a missa de natal. Deram a informação errada para nos ao invés da missa iniciar as 23 horas já tinha ocorrido as 20 horas. A praça estava com poucas pessoase a chuva umentava, resolvemos retornar ao hotel. O Roberto observou uma situação muito triste, um menino estava dormindo de cócoras em frente de uma loja fechada. Noite de natal e o menino ali. Não tínhamos nada materialmente a fazer. Mentalizamos Deus, e pedimos para que algum anjo o guiasse. Cada um foi para seu respectivo quarto com a imagem do menino em mente.
Temos tanto a agradecer quando nos deparamos com situações tão tristes como as que estamos vivendo no dia a dia aqui na Bolívia.
Todos estão com muita saudade das famílias... estamos gratos por tudo o que nos proporcionarma durante nossa formação, estamos cada vez mais gratos pelo que temos de material e da formação que puderam nos proporcionar. Obrigado, Obrigado, obrigado.
Feliz natal.

2 comentários:

Rogerio disse...

E aeeeew, moçada?
Esta viagem no tal trem "da morte" é organizada e "da morte" atualmente não tem nada. Muito legal isso de nos passar detalhes. Vamos viajando juntos...
Essa aprontada do Robertão vai ficar na história e deve ter servido "de lição": cuidado! ! .... RsRsRs...
Por mais que as pessoas possam parecer sociáveis, a cervejada pode alterar os animos....
Essa imagem do garotinho solitário recebeu da parte de vocês o que melhor podemos fazer naquele momento: oração sincera.
Lição: todos vocês meditaram e valorizaram a vida.
Vocês merecem esta aventura: batalharam por isto.

RodriguesQficaramAki

Anônimo disse...

Desculpem pelos erros ortogràficos, nào tive tempo de ralizar as correçòes. Paz a todos, feliz ano novo. Rodrigo