quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

TREM PORTO QUIJARRO - SANTA CRUZ

São duas e meia da madrugada de terça-feira, dia 27 de dezembro, nosso sexto dia de viagem e o sono não quer realizar-se. A insônia tomou conta de mim. É um dos poucos momentos em que me preocupei em saber o horário, excetuando-se quando tínhamos que embarcar num ônibus ou sair do hotel (bem que esta é apenas a terceira noite que estamos num hotel, foram três noites dormindo em trem ou ônibus.
Estamos em Uyuni, no sul da Bolívia, próximo ao Chile e da Argentina (alcançaríamos a fronteira com uma noite de viagem) e logo mais faremos um dos últimos passeios com todos juntos. Um grupo (eu, Felipe e Roberto) fará apenas um dia de viagem ao Salar e embarcará para La Paz na mesma noite (mais uma noite dormindo no ônibus), o outro (Rodrigo, Erica, Edmir, Fernanda e André) fará o passeio em três dias e embarcará para La Paz no dia 30.  Nos reencontraremos para passar o ano-novo juntos, mas nos separamos no dia seguinte novamente.
Nesses sete dias de viagens, passamos por muitas cidades (Campo Grande, Corumbá, Porto Quijarro, Santa Cruz, Sucre, Potosí e Yuni), numa velocidade muito grande o que possibilitou apenas impressões sobre os lugares. Essa velocidade e a falta de uma Internet acessível em todos os lugares impediram de concretizar dia-a-dia a postagens de informações e imagens da viagem. Talvez em La Paz isso se realize.
 Até o momento só consegui falar de Porto Quijarro, que me pareceu uma terra sem lei e sem nada, conseqüência da divisa com o Brasil. De lá embarcamos no trem para Santa Cruz, dezessete horas de viagem que chacoalharam com muito sono e alegria em todos, pois todos tinham na memória a imagem desse trem em particular (hoje se novamente tivéssemos que encarar 17 horas após uma semana e milhares de quilômetros rodados, faríamos a viagem com o mesmo bom humor?).
Embarcamos no Expresso Oriente ou Oriental (não tenho mais essa lembrança) num vagão Super Pulmman, com ar condicionado e começamos a perceber que na Bolívia não se deve acreditar muito naquilo que foi dito no momento da compra. (pausa para o sono).
(6h e todos no quarto já estão acordados, ninguém conseguiu dormir direito essa noite) (O teclado também resolveu começar a travar) Os bancos não eram tão confortáveis quanto esperávamos, mas possibilitaram algumas horas de sono e descanso para corpos tão cansados. A diversão durante a viagem era andar entre os vagões, ora batendo papo, ora indo ao vagão restaurante para também bater papo (ali é possível encontrar polo broasted (frango frito) com arroz e papa (batata frita)). Também nos divertíamos com as paradas do trem, pois apareciam bolivianos vendendo polo frito com arroz e banana cozida, sucos de limão ou tamarindo e pães, tudo muito barato comprado pelas pessoas em geral. Nos arriscamos (eu e o Roberto) apenas no pão.
Após 17h chegamos em Santa Cruz de La Sierra, segundo alguns a cidade mais “capitalista” da Bolívia.

Um comentário:

Rogerio disse...

E lá vamos nós...
Com a descrição das horas de viagem e trem e sacolejo de trem e parada e arroz com frango e banana frita......
Não nos deu insônia....
Deu foi indigestão... RsRsRs...

RodriguesQficaramAki